Lupa
share image

A era da tecnologia exige super-máquinas: os seres humanos

Abrir uma Empresa

Autor: Marketing BHub

Publicado em 5 de maio de 2022

Publicado em 5 de maio de 2022

Quantas vezes já nos deparamos com a seguinte situação: o mundo das máquinas e da inteligência artificial avançou tanto que, às vezes, a figura do homem até parece dispensável. O tema que alimentou a ficção científica dos anos de 1970 e 1980 acabou frustrado na realidade do século 21. Nossas máquinas evoluíram sim. Fazem trabalhos sozinhas, sob programação, sim. Quem não se lembra do filme “Eu, Robô”, em 2004 estrelado por Will Smith? Parecia algo MUITO distante.

Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Mundial Econômico revela que a tecnologia e automação irão extinguir 85 milhões de empregos no mundo até 2025. Mas toda esta gente não deverá ficar fora do mercado de trabalho. A tecnologia carece da sensibilidade humana. Não tem robô sem ser humano, lembre-se disto.

Nas grandes revoluções tecnológicas, sempre ocorreram cisões com antigos paradigmas. Até o advento da informática no Brasil, antes da década de 1990, as redações de jornais, por exemplo, tinham digitadores. Sim, os repórteres escreviam suas matérias em máquinas de escrever, e para rodar na impressora era preciso digitar todos os textos em máquinas capazes de imprimir as frases para os jornais. Parece algo impensável para os dias de hoje quando abrimos nosso MacBook de última geração. Estes digitadores foram substituídos pelos computadores, usados pelos jornalistas. No entanto, estas pessoas não foram demitidas. Suas expertises junto às letras lhes conferiram funções de revisão, de finalização – nos computadores -, e, em alguns casos, até de chefia.

Válido ressaltar que todas essas mudanças exigem de nós muita resiliência e agilidade, para aprender novas habilidades e manter a performance esperada.

A tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico como algoz de 85 milhões de empregos ao redor do mundo, é a aliada do homem na execução das tarefas. Atrelamos a nossa vida a uma série de tecnologias e avanços. 

Cabe ao homem modificar conceitos e adaptar toda esta mão de obra para a operação laboral junto das máquinas. Os trabalhadores precisam pensar nisso. Saber que a tecnologia vem para ser uma aliada e que a sua sensibilidade diante do trabalho é necessária. Grandes corporações têm boas perspectivas sobre o mercado de trabalho futuro, apesar do medo coletivo da tecnologia. 

Utilizar a tecnologia para todos os âmbitos da vida é fundamental, mas é preciso olhar, de fato, para as pessoas, Diante disso, as empresas se preocupam cada vez mais com o cuidado humanizado, não se limitando a oferecer apenas benefícios que possam ser mensurados pelo salário, mas pela qualidade de vida.

A tecnologia, por si, não gera transformação. Mas a capacidade de abstração e navegação das pessoas que fazem o uso dela como ferramenta no dia-a-dia é a verdadeira capacidade de transformação nas relações de trabalho e estreitamento dos vínculos profissionais e pessoais.

Neste caso, a tecnologia e a inovação são os meios para alcançarmos os nossos objetivos e, as pessoas, o fim. Ou seja, temos as ferramentas e os processos sendo alterados, melhorados e desenvolvidos, para que as pessoas possam usufruir disso e levar as empresas e companhias ao objetivo final (se é que temos um ponto final nisso). A jornada será impactada de diversas formas e a tecnologia e a inovação estarão atreladas a toda essa evolução. Afinal, se a inovação não for para melhorar e a tecnologia para democratizar, otimizar acessos, nem comece.

A escassez de mão de obra qualificada apta para atender desde demandas mais simples a mais robustas obriga as empresas a terem diferenciais para atrair os melhores talentos em tecnologia, pois trata-se de um mercado extremamente competitivo. Além de competitivo, algumas empresas viram essa oportunidade e têm tido excelentes resultados, duas delas bem interessantes: Trybe, fundada em Belo Horizonte e a Devpass, fundada em São Paulo.

As empresas que se destacam no mercado com profissionais com alto desempenho, são aquelas que proporcionam desenvolvimento de carreiras, atualização, treinamento, autonomia e consequentemente o aprendizado.

Quando mencionamos inovação e tecnologia, as empresas também trazem o lado “humano” dos seus negócios ao definir um propósito claro! Portanto, mais do que entender de processos, vender serviços e fomentar negócios, o mais relevante, importante e desafiador para as empresas de inovação é o dia a dia.

Entender com precisão a operação e dar às pessoas senso de pertencimento, contribuindo para suas vidas não somente profissionais, mas na trajetória pessoal por meio do propósito e como o aprofundamento no conhecimento (quem já ouviu a expressão – “students for life” ou o “lifelong learning” em ferramentas e modelos de gestão aplicados à tecnologia – com a devida aplicação prática – deixa as pessoas mais próximas de alcançarem seus sonhos e objetivos. Acreditamos que quando as empresas entenderem este passo, daremos sentido à vida e carreiras de maneira conectada e integrada.

Hoje depositamos muitas expectativas na tecnologia para a resolução de problemas. Da cura do câncer ao drama dos refugiados, da ampliação e diversificação de fontes de alimentos à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. 

De repente, os grandes problemas da humanidade encontraram eco (e esperança) na tecnologia. Válido lembrar que a tecnologia nem sempre é utilizada para o bem, vide a guerra da Ucrânia, em que a Rússia tem usado cada vez mais armamento bélico com alto poder de destruição e com alta aplicação de tecnologia. O drone que entrega comidas no conforto de casa, tem a mesma base tecnológica dos drones que tem miras especiais e acertam alvos há quilômetros de distância.

É fato que a tecnologia vem criando condições para avanços e aprimoramentos em todas as áreas humanas e segmentos de negócios, aumentando a eficiência de processos, gerando ganhos de custo e de escala, promovendo conexão entre pessoas (e atualmente entre coisas), criando oportunidades e melhorando as perspectivas humanas. A conexão entre as pessoas, quando bem estruturada, pode dar origem ao que mencionamos como comunidade

Não devemos temer o poder da tecnologia. Devemos buscar uma simbiose – usar o poder fantástico de computação das máquinas aliado à nossa criatividade e à diversidade de pontos de vista. Aquela sinergia que, quando bem aplicada, traz grandes resultados. Até porque, para chegarmos ao momento pujante de tecnologias que desfrutamos hoje, foram necessárias muitas camadas de colaboração ao longo dos tempos. Como dizem por aí: o caminho é longo e a estrada é de terra.

super-maquinas-seres-humanos

Sociedade 5.0 – A relação entre o ser humano e a tecnologia

Diante do que apresentamos, um termo que vem sendo utilizado e que acreditamos fazer sentido nesta narrativa, é a Sociedade 5.0. O conceito de Sociedade 5.0 tornou-se conhecido em 2017, na exposição comercial mundial dos serviços de telecomunicação digital e tecnologia da informação. O primeiro-ministro japonês falou sobre o tema com muito entusiasmo, salientando que a sociedade estava iniciando o seu quinto capítulo.

Os três valores principais que sustentam a Sociedade 5.0 são os avanços em qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade. Esses são pilares conceituais os quais condicionam a implementação deste modo de vida com vários ideais agregados.

A qualidade de vida tem como objetivo tornar as tarefas mais fáceis, automatizando enormemente o trabalho pesado e deixando tempo livre para os trabalhos estratégicos e mais importantes em significado.

Assim, esse conceito inovador busca melhorar a qualidade de vida em impacto global, porque com tecnologias como o big data e a utilização de robôs, busca-se uma rotina mais confortável. Lembram quando mencionamos a tão falada “sinergia”, no início do artigo? Todo este conceito só fará sentido se aplicado a todos. A isonomia tem como proposta que todos tenham acesso a essas ferramentas benéficas da tecnologia.

Inclusão é um valor-chave, pois todo o conceito da Sociedade 5.0 gira em torno da igualdade incorporada na sociedade de maneira ampla para diminuir os problemas sociais e econômicos.

Sem esse pilar é impossível alcançar o cenário ideal dessa proposta e o domínio das questões tecnológicas seguirá subjugando as camadas mais pobres. 

Por fim e também de extrema importância, a sustentabilidade. Com a pandemia, o “abismo digital” se agravou, trazendo ainda mais desafios para as classes mais baixas.

A Sociedade 5.0 incentiva a expansão de energias renováveis para diminuir ou eliminar a degradação de ecossistemas, a extinção de espécies, mudanças climáticas e reduzir também o uso de materiais poluentes para que não haja escassez de recursos.

Isso porque o centro da Sociedade 5.0 desde o início dessa nova fase é o ser humano. O seu objetivo sempre foi equilibrar o progresso da economia e as soluções dos problemas sociais com sistemas que englobam espaço físico e ciberespaço. Para isso, há o uso de:

  • tecnologias vestíveis;
  • smart homes;
  • mobilidade autônoma;
  • energia inteligente;
  • assistentes digitais;
  • e outras inovações.

Se formos entender as bases dessa Sociedade 5.0, passamos por diferentes camadas, como podemos ver abaixo:

(i) A Sociedade 1.0 teve início nos primórdios da humanidade, quando as pessoas iniciaram seu contato com a natureza, o cultivo de alimentos e a criação de animais para a sobrevivência.

(ii) A Sociedade 2.0 alcançou uma mudança importante, começando a trabalhar com a agricultura e formando pequenas cidades. Os seres humanos deixaram de se locomover de um lugar para o outro e iniciaram o plantio e a troca de produtos naturais.

(iii) Com o surgimento da Sociedade 3.0 e a sua duração, surgiram as máquinas que alimentaram e serviram de base para o desenvolvimento das indústrias. Iniciava-se ali a predominância do poder, decorrente da produção em massa, com geração de empregos devido à famosa Revolução Industrial e suas inaugurações a respeito das novas formas de produção, consumo e, claro, trabalho.

(iv) A Sociedade 4.0 é marcada pela época das tecnologias com a chegada das trocas constantes de experiências e de informações. Vivemos enquanto construímos, hoje,  a transição entre esta Sociedade 4.0 e a que foi denominada como Sociedade 5.0.

(v) Sociedade 5.0, uma sociedade marcada por soluções inteligentes e com necessidade de readaptação constante, onde as informações chegam conforme as demandas e a velocidade das coisas é exponencial, com um fluxo dinâmico  e intenso. Tudo se conecta: das cidades às pessoas, sistemas, internet e softwares.

A consequência de toda essa revolução tecnológica e informacional, em conjunto com a automatização de processos, será a exigência de perfis inovadores e criativos nas empresas. Os profissionais de todos os ramos serão desafiados a sair da zona de conforto e a aprender mais. Surgirão muitas oportunidades; mas os riscos de estagnar também aumentarão.

Os gestores terão que elaborar planejamentos com estratégias para aplicação em longo prazo, fazer o direcionamento de investimentos e realizar análises de mercado. De toda forma, o desafio é enorme. Em um Mundo em que tudo muda com uma velocidade avassaladora, “adivinhar” o futuro requer poderes quase sobrenaturais. 

Vivemos em uma época de constantes mudanças, razão pela qual todos os interessados em permanecer no mercado devem se manter atualizados. As tarefas repetitivas e manuais ficarão a cargo dos robôs e o capital intelectual, dos seres humanos, será de grande importância.

Ser criativo, sensível, empático e acolhedor, além de ter raciocínio lógico, deve fazer parte das qualidades indispensáveis nos currículos dos candidatos a vagas de emprego ou trabalho.

Com todas as integrações esperadas e a convergência de interesses da nossa comunidade global, esperam-se ganhos e eficiência em alguns setores, como mobilidade urbana, área da saúde e educação, indústria como um todo, agricultura e energia.

A sociedade virou o foco do uso de inovações tecnológicas e o movimento da digitalização dos negócios já começou com investimentos em vários setores. A robótica é apenas um dos recursos na construção da chamada sociedade inteligente, assim como a Internet das Coisas (IoT).

Então, os desafios para alcançar o bem-estar das pessoas são muitos, não apenas técnicos. É necessário ter uma mudança de mentalidade, ainda individualista em boa parte da população. Seremos protagonistas desses novos movimentos e da sociedade que queremos construir?

Posts Relacionados

Últimos posts

imagem de um banner

Economize tempo e dinheiro

Garanta a excelência de uma equipe especializada a um preço justo e acessível.

Falar com especialista