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NFTs: tudo o que você precisa saber

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Autor: Marketing BHub

Publicado em 26 de abril de 2022

Publicado em 26 de abril de 2022

Os tokens não fungíveis (NFTs) chegaram com a força de uma chuva de meteoros. De imagens sem sentido a canções exclusivas, os ativos digitais já são vendidos como especiarias do século XVI – e alguns deles custam milhões de dólares.

Enquanto alguns especialistas alertam que essa é uma bolha prestes a estourar, outras pessoas nem sabem o que os tokens realmente são. Outro grupo aposta que os NFTs são investimentos que vão revolucionar a forma como consumimos produtos e serviços. Para decidir de qual turma você faz parte, preparamos um resumo dessa tendência que está transformando o universo digital.

O que é um NFT?

Um NFT é um ativo digital que representa objetos do mundo real, como arte, música, itens de jogos e vídeos. Eles são comprados e vendidos on-line, frequentemente utilizando criptomoedas e, por esse motivo, são codificados com os mesmos softwares subjacentes dessas moedas. Embora existam desde 2014, os tokens têm ganhado notoriedade nos últimos cinco anos por facilitarem a compra e a venda de obras de arte digitais. Desde novembro de 2017, estima-se que mais de R$1 bilhão tenham sido negociados em diferentes vertentes do ativo.

Em geral, os NFTs são únicos, ou têm execução muito limitada, o que garante o seu caráter de exclusividade. Essencialmente, eles criam escassez digital, o que contrasta fortemente com a maioria das criações virtuais, que, quase sempre, são infinitas em oferta. É a lei da oferta e da procura: diminuir a disponibilidade de um item leva ao aumento do seu valor de mercado.

No entanto, muitos NFTs são criações digitais que já existem de alguma forma em outros lugares, como versões securitizadas de arte digital que já circulam em redes sociais. Nesse sentido, se qualquer pessoa pode ver as imagens individuais, por que tantas pessoas estão dispostas a gastar milhões por uma arte já disponível? A resposta é simples: exclusividade. O NFT permite que o comprador possua o item original, com autenticação integrada, que prova o seu direito àquela propriedade. Um item que pode ser visto por todos, mas, oficialmente, é totalmente seu.

Como um NFT é diferente de uma criptomoeda?

Como mencionado anteriormente, o NFT é um token não fungível. Para a sua “construção”, utiliza-se o mesmo tipo de programação do desenvolvimento de criptomoedas, como o Bitcoin ou o Ethereum. Esse, porém, parece ser o único ponto em comum. O dinheiro físico, como o real e o dólar, e as criptomoedas são “fungíveis”, ou seja, podem ser negociados ou trocados entre si. Além disso, toda moeda sempre vai ter o mesmo valor – um real sempre vai valer um real. Por isso, a fungibilidade da moeda a torna um meio confiável para realizar transações por blockchain.

Com os NFTs a situação é diferente. Cada um deles possui uma assinatura digital que impossibilita a troca por outros NFTs.

Como funciona um NFT?

Os NFTs existem em um blockchain, algo como um livro público que registra transações. São os blockchains que possibilitam a existência das criptomoedas. Normalmente, os NFTs são mantidos no blockchain Ethereum e são criados a partir de objetos digitais que representam itens tangíveis e intangíveis, como arte, gifs, vídeos, colecionáveis, avatares virtuais, música, peças de vestuário, entre vários outros. Até mesmo alguns tweets já entraram na tendência e o co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, vendeu o seu primeiro tweet como NFT por quase três milhões de dólares.

Essencialmente, os NFTs são itens de colecionador no ambiente digital. Então, em vez de ter uma pintura a óleo na parede, o comprador recebe um arquivo digital. Além disso, a compra garante o direito exclusivo de propriedade, o que revela que um NFT só pode ter um dono por vez.

Para que servem os NFTs e como comprá-los?

A tecnologia Blockchain e os NFTs oferecem aos artistas e criadores de conteúdo uma oportunidade única de monetizar seus produtos. Nesse caso, artistas não precisam mais depender de galerias ou casas de leilões para comercializar sua arte. Eles podem vendê-la como um NFT, diretamente ao consumidor, o que leva a um aumento da margem de lucro. Além disso, artistas podem programar royalties para receber uma porcentagem das vendas sempre que sua arte for vendida para um novo proprietário. Esse é um recurso atraente, já que muitos artistas não recebem pagamentos depois que a sua obra é vendida pela primeira vez.

Mas a arte não é a única maneira de ganhar dinheiro com a novidade. Marcas como Taco Bell leiloaram imagens temáticas para arrecadar fundos para caridade, a Ralph Lauren está criando guarda-roupas virtuais com as suas peças e até mesmo o Nyan Cat, famoso GIF lançado em 2011, foi vendido por quase 600 mil dólares para um fã que desejava ter a posse daquela imagem.

Se você deseja iniciar sua própria coleção, serão necessários alguns itens. Em primeiro lugar, você precisa obter uma carteira digital que permita armazenar os seus NFTs. Você também vai precisar adquirir alguma criptomoeda, a depender de quais são aceitas pelo seu provedor NFT. Para comprá-la, você pode acessar plataformas de crédito como Coinbase, Kraken, eToro e até mesmo a PayPal.

Depois de configurar e financiar sua carteira, não faltam sites para você começar a sua coleção de NFTs. Atualmente, os maiores marketplaces são:

  • OpenSea.io: esta plataforma peer-to-peer se autointitula uma fornecedora de itens digitais raros e colecionáveis. Para navegar, você precisa criar uma conta e classificar as peças que tem mais interesse para descobrir novos artistas;
  • Rarible: Semelhante ao OpenSea, esse é um mercado democrático e aberto, que permite que artistas coloquem seus NFTs no ar. Os tokens RARI, emitidos na plataforma, permitem que os titulares avaliem recursos como taxas e regras da comunidade;
  • Foundation: nessa plataforma, os artistas recebem “upvotes” ou convites de outros criadores para postarem suas criações. A exclusividade da comunidade e o custo de entrada garantem que ela mantenha obras de arte de alto calibre. Isso significa que os preços também podem ser mais altos: ponto negativo para os compradores, mas de alto interesse para artistas e colecionadores que buscam capitalizar.

E você? Deve comprar NFTs?

Só porque você pode comprar NFTs, isso não significa que você deveria. Os ativos digitais são arriscados, já que o seu futuro ainda é incerto e o seu histórico de desempenho não é totalmente claro.

Em outras palavras, essa é uma decisão pessoal. Se você tiver dinheiro sobrando e uma peça tiver significado para você, talvez você possa considerar a decisão. Mas lembre-se de que o valor de um NFT é baseado inteiramente no que outra pessoa está disposta a pagar por ele. Portanto, a demanda vai direcionar o preço, no luar de indicadores fundamentais que normalmente influenciam os preços das ações da bolsa, por exemplo. Isso significa que um NFT pode ser revendido por menos do que você pagou, ou você pode sequer conseguir revendê-lo.

Os NFTs também estão sujeitos a impostos sobre ganhos de capital. Porém, por serem considerados itens colecionáveis, não necessariamente vão garantir as taxas de ganhos de capital de longo prazo como acontece com as ações, além de possivelmente serem tributados a uma alíquota mais alta. Tenha em mente que as criptomoedas usadas para comprar o NFT também podem ser tributadas se apresentarem aumento de valor.

Com todas essas informações, sugerimos que você aborde os NFTs como qualquer outro investimento: faça sua pesquisa e entenda os riscos – incluindo o fato de que você pode perder o seu investimento. E, caso decida prosseguir, vá sempre com uma boa dose de cautela.

Autores: Junea Casagrande + Rodrigo Casagrande

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