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Head de Legal da Kovi aponta caminhos para a inovação em um departamento jurídico

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Autor: Marketing BHub

Publicado em 30 de maio de 2022

Publicado em 30 de maio de 2022

Encerrando a série de entrevistas das painelistas do BWoman São Paulo, evento organizado pelo Potato Valley Club, trazemos as visões e entendimentos de mercado de Isabella Coutinho, head de Legal, Compliance e Relações Governamentais da Kovi

Isabella respondeu nossas perguntas sobre o universo jurídico do Brasil,  inovações e avanços deste setor, além de comentar políticas de compliance. Veja mais!

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BHub: O universo jurídico costumava ser conservador, tradicional, mais avesso a transformações. E isso vem mudando nos últimos tempos, principalmente em função da pandemia. Com base na sua experiência na Kovi e em outras empresas, como você vê a evolução dos departamentos jurídicos quando o assunto é inovação?

Isabella Coutinho: Há de se convir que estamos passando por uma revolução industrial. Na era da informação e da sociedade em rede, as mudanças são cada vez mais comuns e rápidas. O universo jurídico sempre foi mais conservador, mas não tem como fugir do movimento e dos efeitos da exponencialidade. Apesar de muitos escritórios e departamentos jurídicos ainda serem administrados por uma gestão jurídica tradicional, há alguns movimentos interessantes mundo afora. Nessa estrutura, ao invés de existir uma pirâmide, com diversos juniores, estagiários e poucos sócios, existe um foguete, composto por cooperação com startups, pela flexibilidade da hierarquia e por terceirização em todos os níveis. Além disso, os projetos são tocados com metodologias ágeis e equipes interdisciplinares, que trazem maior criatividade e assertividade na resolução de desafios. O jurídico precisa entender que ele é parte do negócio e, como tal, precisa permear toda a estrutura e entender muito bem do negócio. 

BHub: Lidar bem com as informações disponíveis e os dados pode trazer um ganho de produtividade muito grande para um departamento jurídico. De que maneira os departamentos jurídicos mais inovadores estão trabalhando para mapear esses dados?

Isabella Coutinho: Todo movimento digital que você faz gera informações e resulta em produção, transmissão ou armazenamento de dados. Todos nós usamos e geramos muitos dados – por mais que não sejam organizados. Com dados, conseguimos: 

  1. Identificar tendências e gaps
  2. Agilizar processos operacionais, reduzindo o esforço manual;  
  3. Permitir a visualização de métricas e a mensuração de resultados. 

BHub: O compliance vem ganhando cada vez mais relevância nas empresas brasileiras nos últimos anos. Durante a pandemia, o trabalho remoto trouxe novos desafios para que as empresas fortalecessem seus programas de compliance. O mercado brasileiro ainda tem muito a progredir em compliance?

Isabella Coutinho: Para entendermos sobre compliance no Brasil é válido ressaltar que negociações internacionais têm progressivamente ganhado mais espaço nos últimos tempos. Isso tem relação com mercados importadores e exportadores, assim como parcerias de companhias e investidores que não se importam com barreiras linguísticas ou fronteiras. Esse aumento fez com que o mercado ficasse proporcionalmente mais exigente quando o assunto é corrupção.

Nos últimos anos, como decorrência dessa tendência, o Brasil tem se mostrado mais receptivo a editar legislações e atos normativos que visam disseminar uma conduta ética e proba nas instituições.

Cada vez mais, empresas brasileiras têm investido em práticas de governança corporativa alinhadas à ética e à legislação. Isso é resultado de uma maior consciência dos gestores de que empresas com um planejamento estratégico de qualidade e tomadas de decisões regidas pelos pilares do compliance geram melhores resultados. Todavia, ainda temos muito o que desenvolver, não do ponto de vista de legislação, mas do ponto de vista de enforcement

BHub: Os modelos híbrido e remoto tornaram-se realidade em muitas empresas. Do ponto de vista jurídico, como empresas e funcionários podem se resguardar para que essa relação seja positiva para todos os lados?

Isabella Coutinho: Esse é um desafio para todas as áreas da empresa. A falta de proximidade, em especial para as pessoas juniores, acaba dificultando a interação e muitas vezes o desenvolvimento para conseguirmos entregar aquilo que se faz necessário. Sendo assim, me parece que a melhor forma de lidar com esse novo modelo é procurar um equilíbrio, alternando entre atividades presenciais e à distância. Trazendo uma maior flexibilidade para todas situações, demandas e preferências pessoais, gerando uma maior capacidade de conexão e sintonia com todos os colaboradores.

BHub: Transformar a impressão de outras áreas sobre o jurídico é um dos seus objetivos de carreira, como você cita no seu LinkedIn. Quais são os maiores avanços que os departamentos jurídicos podem ter de agora em diante?

Isabella Coutinho: Eu tenho a sensação de que é dever dos profissionais que integram departamentos jurídicos pensarem de forma criativa e inovadora, encontrando meios legais de facilitar e viabilizar a continuidade do negócio. 

Assim, uma prática essencial para uma gestão estratégica de departamentos jurídicos e um grande diferencial para profissionais que neles atuam é a constante atualização e reciclagem quanto às novas possibilidades. 

Uma dica importante: acompanhe o trabalho de outros gestores dentro da empresa, entenda do negócio, dos processos e converse com os seus colegas de profissão sobre desafios e conquistas alcançadas. Compartilhar experiências e conhecimentos através do networking é um recurso valioso que deve ser aproveitado. Muitas pessoas menosprezam isso. 


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