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Da desoneração ao planejamento: confira práticas contábeis para alavancar sua startup

Gestão Eficiente

Autor: Fernanda Gütschow

Publicado em 23 de dezembro de 2022

Publicado em 23 de dezembro de 2022

Algumas práticas contábeis e orçamentárias podem ajudar uma empresa em estágio inicial a garantir mais tempo de vida. Com uma simples alteração tributária, a Noh, fintech de pagamentos compartilhados, conseguiu economizar mais de R$ 40 mil mensais. O webinar “Como fazer sua startup dar certo em 2023” mostrou essa e outras dicas para empreendedores terem um ano mais saudável. 

Ítalo Borges, líder do time de Customer Success da BHub, e Davi Gonçalves, business architect da BHub, tiveram uma conversa de quase uma hora com Isabella Negrini, head de finanças da Noh

Especialista em FP&A, Negrini já passou por grandes instituições financeiras, como Bradesco e HSBC. Antes de entrar para o negócio de pagamentos compartilhados, ela fazia parte do time financeiro do Olist. Agora, na Noh, pretende conectar as pessoas de um jeito diferente a partir do dinheiro. 

Desoneração pode ser uma alternativa

A parceria entre BHub e Noh gerou à fintech uma economia tributária de cerca de R$ 240 mil reais desde junho de 2022. A oportunidade que possibilitou essa redução foi a desoneração da folha de pagamento. 

“A desoneração é um incentivo para fomentar a economia, diminuir layoffs e incentivar novos empregos. As empresas deixam de pagar o INSS patronal e passam a pagar impostos sobre a sua receita”, explicou Davi. 

Para empresas que não possuem um faturamento muito expressivo, como startups em estágio inicial, a alternativa pode ser muito significativa. Afinal, deixam de pagar 20% sobre os salários e passam a contribuir com alíquotas de 1% a 4,5% sobre sua receita bruta. 

“Queimamos mais caixa do que geramos. A escolha pela desoneração da folha de pagamento nos fez economizar R$ 40 mil por mês. Isso é mais de 15% do burn rate economizado. São três meses de vida a mais por ano”, contou Isabella. De acordo com ela, a Noh paga agora cerca de R$ 4 em tributos.

Atualmente, 17 setores da economia podem optar pela Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta.

Orçamento é a base de tudo 

A primeira boa prática para o aumento de runway indicada pelos especialistas foi o planejamento orçamentário. “Orçamento é válido para qualquer empresa em qualquer estágio de vida”, comentou Negrini. 

Ela apontou que muitos empreendedores usam como desculpa a falta de previsibilidade para não planejar a parte orçamentária de suas empresas. “Se você não tem muita previsibilidade, acompanhe as premissas e vá revisando o orçamento mensalmente, enquanto ganha mais know-how do negócio”, sugeriu. 

Davi concordou e complementou ainda com a importância do acompanhamento das métricas. “É preciso acompanhar para saber se o que você planejou está de fato acontecendo”, disse. 

Escolha do regime tributário

Outra dica é fazer a revisão do regime tributário. Muitos escolhem os enquadramentos sem entender de fato quais serão os impactos para a companhia. 

“A maioria das empresas brasileiras são aderentes ao Simples Nacional. Realmente, a carga tributária é menor e é um enquadramento mais simples. Mas, às vezes, não é o mais benéfico para o seu negócio”, disse Ítalo. 

É importante analisar todos os cenários para explorar as oportunidades que cada regime tributário pode oferecer. “Um planejamento tributário bom pode salvar e mudar a vida de uma empresa”, acrescentou Davi. 

A escolha vai muito além dos tributos. São muitas variáveis envolvidas e a conversa com profissionais da área deve ser levada em consideração. Afinal, dificilmente os empreendedores entendem sobre o assunto. 

Outras práticas relevantes

Ao longo da conversa, foram levantadas outras boas práticas para o funcionamento saudável de uma startup. Isabella comentou que a busca por um bom investimento pode fazer a diferença. 

“Com quase 14% de juros, não dá para deixar o dinheiro parado na conta. Se você capta uma bolada de dinheiro e acaba focando em outra coisa, deixando esse valor em caixa, você vai perder dinheiro”, explicou. 

Ainda nessa linha, a executiva deu uma dica para quem capta aporte de países estrangeiros. “Poucas pessoas têm conhecimento sobre a volatilidade do dólar. É melhor que o valor da moeda esteja o mais alto possível para trazer o seu dinheiro para o Brasil rendendo mais”, comentou. 

Ela apontou que é preferível trazer o câmbio de fora do País no início do mês. O movimento é básico e simples, mas pode fazer diferença quando falamos de milhões de reais. 

A negociação com fornecedores foi defendida pelos três como uma prática interessante. “É possível reduzir seu custo, levando em conta os ciclos de pagamento e saída de caixa”, colocou Davi. 

“Sempre chore com todo fornecedor. Na maior parte das vezes, você vai receber um sim”, complementou Isabella. 

Apoio de profissionais qualificados

Ter um parceiro que, além de entender sobre contabilidade, conhece também o seu negócio é outra dica importante. “Qual empreendedor entende 100% dos tributos brasileiros? É ótimo quando temos um parceiro como a BHub para ajudar no planejamento tributário”, afirmou Negrini. 

A BHub oferece pacotes de backoffice as a service para você focar no que realmente importa para a sua empresa. 

“Conhecemos sobre tributação e tentamos entender a fundo o negócio dos clientes. Nesses pequenos detalhes, temos muita oportunidade”, comentou Gonçalves. 

Não conseguiu acompanhar o webinar ao vivo? Clique aqui e confira o programa na íntegra!

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